Contratos de locação: cláusulas abusivas e como revisá-las

Quando alguém aluga um imóvel, seja para morar ou para trabalhar, geralmente recebe um contrato pronto, preparado pela imobiliária ou pelo proprietário, isso quando não é um modelo retirado da internet.

O problema é que muitos desses contratos possuem cláusulas abusivas e, por vezes, completamente desconexos da realidade do negócio que colocam o locatário em desvantagem e até mesmo violam a Lei do Inquilinato.

Saber identificar esses abusos é essencial para evitar prejuízos.

 Quais são as cláusulas abusivas mais comuns?

  1. Transferir para o locatário reformas estruturais do imóvel

Obras grandes, como trocar telhado, refazer encanamento ou resolver infiltrações antigas, são responsabilidade do proprietário, não do locatário.

  • Cobrar multa desproporcional por saída antecipada

A multa sempre deve ser proporcional ao tempo restante do contrato. Nunca pode ser uma penalidade “fechada”, que ignora o período já cumprido.

  • Exigir pagamento de taxas e encargos que pertencem ao proprietário

Ex.: taxa de administração da imobiliária, fundo de reserva condominial, IPTU em atraso (quando não for o locatário que efetua o pagamento diretamente), entre outros.

  • Impedir requerimento de visita técnica

O locatário tem direito de registrar problemas e solicitar reparos.

O que fazer ao identificar uma cláusula abusiva?

Como sempre falamos, o ideal é que consulte um profissional antes de firmar qualquer contrato, sendo possível pedir revisão, e, se houver resistência, negociar com apoio jurídico.  Porém como sabemos que a realidade não costuma ser essa, se o contrato já estiver em vigor, o locatário pode:

  • solicitar alteração formal;
  • questionar judicialmente a cláusula;
  • pedir restituição de valores pagos indevidamente.

A boa notícia é que a maioria dos problemas se resolve com diálogo e orientação jurídica adequada.

Conclusão

Um contrato abusivo pode gerar grandes prejuízos ao longo da locação. Conhecer seus direitos e revisar o contrato antes de assinar é a melhor forma de evitar dores de cabeça.

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