Proteção patrimonial no casamento e na união estável: pactos, cláusulas e erros comuns

Falar de patrimônio no início de uma relação não é romântico, mas é necessário.

Planejar evita conflitos e protege ambos os parceiros, conforme será exposto a seguir.

Por que fazer um pacto?

Tanto casamentos quanto uniões estáveis podem ser regulamentados por instrumentos que organizam o patrimônio do casal:

  • Pacto antenupcial (casamento)
  • Contrato de convivência (união estável)

Esses documentos permitem definir:

  • regime de bens desejado;
  • administração de patrimônio;
  • proteção dos bens particulares;
  • regras financeiras claras;
  • regras matrimoniais e sociais entre as partes;
  • Inclusive, regras quanto ao arranjo do relacionamento e multas em caso de traição.

Quando nada é definido, aplica-se automaticamente a comunhão parcial, o que pode não refletir a vontade do casal.

Benefícios do Pacto Antenupcial e do Contrato de Convivência

  • Evita brigas futuras, pois vocês estipularam as regras de forma clara;
  • Protege bens adquiridos antes da relação;
  • Evita mistura entre patrimônio individual e comum;
  • Traz segurança jurídica e financeira para ambos, evitando, por exemplo que um responda por dívidas contraídas pelo outro;
  • Facilita processos de separação ou inventário.

Erros mais frequentes dos casais

  1. Não formalizar a união estável, imaginando que “não precisa”;
  2. Comprar bens sem documentar a origem do dinheiro, gerando confusão entre patrimônio próprio e comum;
  3. Achar que pacto significa desconfiança, quando na verdade significa proteção;
  4. Não registrar o contrato, tirando sua eficácia perante terceiros;
  5. Evitar conversar sobre patrimônio, deixando tudo para quando o relacionamento já está em crise.

O que não pode ser colocado no pacto?

O pacto não pode:

  • retirar direitos legais de um dos parceiros;
  • excluir direito à herança quando a lei garante (embora exista alguns julgados que entendem ser possível o cônjuge ou parceiro renunciar futura e eventual herança, mas sendo entendimento minoritário);
  • suprimir direitos previdenciários;
  • impor regras abusivas ou humilhantes.

Conclusão

Planejar a vida patrimonial é uma atitude de maturidade e cuidado.
Pactos e contratos não afastam o amor, eles evitam conflitos, protegem a família e garantem segurança para ambos.

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